Artigo

Impacto de um protocolo de desmame de ventilação mecânica na taxa de falha de extubação em pacientes de difícil desmame

CASSIANO TEIXEIRA, ROSELAINE PINHEIRO DE OLIVEIRA, ANDRE SANTANA MACHADO, RICARDO VIEGAS CREMONESE, KAMILE BORBA PINTO, FERNANDA CALLEFE, FERNANDA GEHM, LUIS GUILHERME ALEGRETTI BORGES, EUBRANDO SILVESTRE OLIVEIRA, JUÇARA GASPARETTO MACCARI , AUGUSTO SAVI, TULIO FREDERICO TONIETTO, RICARDO WICKERT

Jornal Brasileiro de Pneumologia, v. 38, n. 3, p. 364-371, 2012.

Motivo: Produção Corpo Clínico

Setor HMV: Area Terapia Intensiva Adulto, Area de Cti Neo

Área da saúde: Medicina Intensiva

Resumo: Objetivo: Determinar se a acurácia preditiva do julgamento clínico isolado pode ser melhorada com o uso suplementar de um protocolo de desmame objetivo como ferramenta de suporte para a tomada de decisão. Métodos: Estudo prospectivo multicêntrico de coorte realizado em três UTIs clínicas/cirúrgicas. Foram incluídos no estudo todos os pacientes de difícil desmame (falha no primeiro teste de ventilação espontânea [TVE]), sob ventilação mecânica (VM) por mais de 48 h, admitidos em uma das UTIs entre janeiro de 2002 e dezembro de 2005. Os pacientes do grupo protocolo (GP) foram extubados após teste de tubo T de acordo com um protocolo de desmame e comparados com o grupo de pacientes extubados sem o uso do protocolo (GNP). O desfecho primário foi a taxa de reintubação em até 48 h após a extubação. Resultados: Foram incluídos 731 pacientes — 533 (72,9%) no GP e 198 (27,1%) no GNP. A taxa global de reintubação foi de 17,9%. As taxas de sucesso da extubação no GP e no GNP foram 86,7% e 69,6%, respectivamente (p < 0,001). Não houve diferenças significativas entre os grupos quanto a idade, gênero, escore de gravidade e tempo de VM antes da inclusão. Entretanto, DPOC foi mais frequente no GNP que no GP (44,4% vs. 17,6%; p < 0,001), ao passo que pacientes sépticos e em pós-operatório foram mais comuns no GP (23,8% vs. 11,6% e 42,4% vs. 26,4%, respectivamente; p < 0,001 para ambos). O tempo de VM após a falha no primeiro TVE foi maior no GP que no GNP (9 ± 5 dias vs. 7 ± 2 dias; p < 0,001). Conclusões: Nesta amostra de pacientes de difícil desmame, o uso de um protocolo de desmame melhorou o processo decisório, reduzindo a possibilidade de falha na extubação.

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