Artigo

Análise do impacto econômico-assistencial de duas abordagens para redução de custos em um plano odontológico de autogestão

MARINA LARA SORIA, Carisi Anne Polanczyk, Bruce Bartholow Duncan, Ana Paula Habekost, Carolina Covolo da costa, LUIZ CESAR DA COSTA FILHO

Caderno de Saúde Pública, v. 24, n. 5, p. 1071-1081, 2008.

Motivo: Produção Corpo Clínico

Setor HMV: IG Centro de Saude Bucal

Área da saúde: Odontologia, Odontologia - Saúde Coletiva

Resumo: Introdução: Os gastos com planos de saúde têm se tornado um desafio gerencial para as empresas, pois seus custos sobem acima da inflação, basicamente por dois motivos: a população está ficando mais velha, e isso demanda mais serviços de saúde; e a disponibilidade tecnológica na área da saúde está aumentando, o que gera novos serviços e a possibilidade de tratamentos mais precoces 1,2. Ao mesmo tempo, o plano de saúde é um dos benefícios mais valorizados pelos funcionários. Atualmente as empresas buscam formas de reduzir os custos com a saúde e manter, ou até mesmo ampliar, os benefícios oferecidos para que a satisfação dos funcionários não seja afetada 3,4. Dentro da oferta de saúde pelas empresas, o setor que mais vem crescendo no Brasil é o da odontologia 5,6. Além disso, segundo a Lei nº. 3.520/04, já aprovada pela Comissão de Seguridade Social e Família do Congresso Nacional, empresas com mais de 500 funcionários poderão ser obrigadas a manter um setor de odontologia do trabalho 7. É sabido que as formas de prestação de serviço bucal (taxas por serviço, odontologia de grupo, capitação, serviço próprio, reembolso, salário etc.) têm impacto direto nos custos e no perfil assistencial oferecido aos pacientes 8,9,10,11. Em virtude desse fato, o setor da saúde e as empresas devem saber quais modalidades geram mais benefícios aos pacientes com menor custo, e com isso o uso dos recursos poderá ser otimizado sem diminuir a satisfação dos usuários. Neste estudo avaliaram-se os impactos no perfil assistencial, no custo, na cobertura e na satisfação do usuário, de duas estratégias de redução de despesas dos serviços de assistência em odontologia, cobrindo cerca de 4 mil funcionários e dependentes do Hospital Moinhos de Vento pela sua Fundação de Amparo Social (FAS-HMV). Para tal avaliação, partimos da situação original do plano, quando o mesmo era terceirizado e a prestadora de serviço odontológico operava com uma rede credenciada remunerada com taxas por serviço. Contrastamos os resultados das duas abordagens distintas: a primeira, na qual aconteceu apenas uma renegociação dos preços com a prestadora original e a segunda, na qual a FAS-HMV montou um serviço de odontologia próprio que permitiu estratégias de diminuição de procedimentos sem base científica clara e favorecimento de abordagens preventivas.

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