Artigo

Extubação fora do leito: um estudo de viabilidade

PATRINI SILVEIRA VESZ, Ana Carolina Tabajara Raupp, JULIANA MARA STORMOVSKI DE ANDRADE, JUCARA GASPARETTO MACCARI, FELIPPE LEOPOLDO DEXHEIMER NETO, RICARDO VIEGAS CREMONESE, Clarissa Garcia Soares Leães, Cristiano dos Santos Rodrigues, Raquel da Silva Townsend, CASSIANO TEIXEIRA

Revista Brasileira De Terapia Intensiva, v. 26, n. 3, p. 263-268, 2014.

Motivo: Produção Colaborador HMV

Setor HMV: CTI-Adulto+IEP

Área da saúde: Terapia Intensiva

Resumo: Objetivo: O desmame da ventilação mecânica é acompanhado, na prática clínica em terapia intensiva, de concomitante mobilização precoce do paciente. O objetivo deste estudo foi comparar o sucesso da extubação realizada com pacientes sentados em uma poltrona à extubação de pacientes na posição supina. Métodos: Foi realizado um estudo retrospectivo, observacional e não randomizado em uma unidade de terapia intensiva de 23 leitos, que atende pacientes clínicos e cirúrgicos. O desfecho primário do estudo foi o sucesso da extubação, definido como a tolerância da remoção do tubo endotraqueal por, pelo menos, 48 horas. As diferenças entre os grupos do estudo foram avaliadas utilizando-se o teste t de Student e o qui quadrado. Resultados: Foram incluídos 91 pacientes no período compreendido entre dezembro de 2010 e junho de 2011. A população do estudo tinha uma média de idade de 71 anos ± 12 meses, escore APACHE II médio de 21±7,6 e duração média da ventilação mecânica de 2,6±2 dias. A extubação foi realizada em 33 pacientes enquanto permaneciam sentados em uma poltrona (36%) e 58 pacientes mantidos em posição supina (64%). Não houve diferenças significantes entre os grupos em termos de idade, escore médio APACHE II ou duração da ventilação mecânica. Foi observada uma taxa de sucesso da extubação similar entre os grupos sentado (82%) e em posição supina (85%), com p>0,05. Além disso, não se encontraram diferenças significantes entre os dois grupos em termos de disfunção respiratória pós-extubação, necessidade de traqueostomia, duração do desmame da ventilação mecânica, ou tempo de permanência na unidade de terapia intensiva. Conclusão: Os desfechos clínicos de pacientes extubados em posição sentada foram similares aos de pacientes extubados na posição supina. A nova prática de extubação na posição sentada não se associou a eventos adversos e permitiu que a extubação ocorresse simultaneamente à mobilização precoce.

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