Anais de Evento

Impacto da transição da mamografia convencional para a digital nas características diagnósticas e desfechos clínicos em mulheres de 40 a 60 anos de idade

DAKIR LOURENCO DUARTE FILHO, ADEMAR JOSE BEDIN JUNIOR, MAIRA CALEFFI, RODRIGO ANTONINI RIBEIRO, CLARISSA SANTOS FERREIRA AMARAL, ELIANA MARCIA DA ROS WENDLAND

Em: Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. 11, 2015, Goiânia, v. 0, n. 0, p. 0-0.

Motivo: Produção PPG IEP + PROADI

Setor HMV: Iep Unidade Pesquisa Em Saude

Área da saúde: Epidemiologia

Resumo: Apresentação/introdução: Apesar de a mamografia convencional ser considerada o padrão ouro para o rastreamento do câncer de mama em mulheres com 50 anos ou mais de idade, a mamografia digital tem sido apontada como superior em mulheres mais jovens, devido a sua exatidão. Objetivos: Avaliar o impacto da transição para a técnica digital sobre as características clínicas e diagnósticas do exame mamográfico. Metodologia: Dados radiológicos e clínicos foram obtidos a partir da Coorte do NMPOA, uma estudo de rastreamento que incluiu mulheres de 40 a 69 anos de idade. Estes dados foram divididos de acordo com o uso de mamógrafo convencional (2006-2010) e digital (2011-2014). Todas as mamografias foram interpretadas pelo mesmo radiologista, especialista em mama. Procedimentos diagnósticos e o tratamento cirúrgico foram realizando dentro do âmbito do projeto. Foi utilizado o teste para proporções teste para comparar os valores preditivos positivos (VPP) e as taxas de detecção de câncer. Também foram comparadas as características clínicas dos tumores 2006-2014. Resultados: Durante o acompanhamento, o radiologista interpretou 11,987 mamografias convencionais e 9.819 mamografias digitais. Um total de 48 casos de câncer de mama invasivo e nove carcinomas ductal in situ foram diagnosticados em mulheres de 40 a 69 anos de idade. A taxa global de detecção de câncer não aumentou com a mamografia digital (p<0,05), mas sim a taxa de carcinoma invasor em mulheres jovens. O VPP aumentou de 68,6% para 57,9% (p<0,05), com diminuição significativa em mulheres de 50 a 69 anos (87,5 para 60,9; p<0,05). O número de mamografias BI-RADS 4 ou mais foi semelhante entre as faixas etárias em ambos os métodos (p>0,05). Não houve diferenças no tamanho do tumor e estadiamento do câncer Conclusões/Considerações: A mamografia digital propicia um aumento das taxas de detecção de câncer de mama em mulheres mais jovens à custa de uma diminuição nos valores preditivos positivos das mulheres de 50 a 69 anos. Não houve mudança quanto ao estádio em que os tumores são detectados.

Envie um e-mail para os autores

© Copyright 2010 Hospital Moinhos de Vento - Todos os Direitos Reservados

Hospital Moinhos de Vento - Rua Ramiro Barcelos 910 - Bairro Moinhos de Vento - Porto Alegre - RS , CEP: 90035-001 - Fone: (51) 3314 - 3434

Hospital Moinhos de Vento Iguatemi - Shopping Iguatemi 3º andar - Porto Alegre - RS, CEP: 91340-001 - Fone: (51) 3327 - 7000

Responsável Técnico - Dr. Luiz Antonio Nasi - CREMERS 11217

Fale Conosco | Ouvidoria | Trabalhe Conosco | Localize e Visite | Mapa do Site