Anais de Evento

Fatores de risco para infecção pelo vírus da hepatite C em uma população de baixa renda do sul do Brasil

REGINA KUHMMER, RODRIGO ANTONINI RIBEIRO, KARINE MARGARITES LIMA, ANGELO ALVES DE MATTOS, GISELE ALSINA NADER BASTOS, MARIA CLAUDIA SCHARDOSIM COTTA DE SOUZA, CLARICE BEATRIZ GIACOMINI, MAICON FALAVIGNA, Maristela Fiorini, LUCIANO SERPA HAMMES

Em: Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. 11., 2015, Goiania, v. 0, n. 0, p. 0-0.

Motivo: Produção PPG IEP + PROADI

Setor HMV: Iep Unidade Pesquisa Em Saude

Área da saúde: Epidemiologia

Resumo: Apresentação/introdução: A hepatite C representa um problema de saúde pública e a proporção de indivíduos infectados pode estar subestimada. A alta cronicidade é uma característica da infecção, a qual ocorre em até 85% dos pacientes infectados. O conhecimento dos fatores de risco para a infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) pode direcionar para realização de testes diagnósticos frente a presença de um ou mais fatores. Objetivos: Avaliar a prevalência da infecção pelo vírus da hepatite C e a sua associação com fatores de risco em uma população de baixa renda do sul do Brasil. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal no período de fevereiro de 2012 a abril de 2013. Avaliamos 1228 indivíduos com idade ≥40 anos, residentes na Restinga e ExtremoSul/Porto Alegre, região com índice de desenvolvimento humano de 0,7000,799. A infecção pelo HCV foi definida como presença de anticorpos antiHCV IgG em soro ou plasma, avaliada pelo teste imunoen¬saio qualitativo de terceira geração BIOLISA HCV. A associação entre fatores de risco e hepatite C foi analisada por regressão logística. Razões de prevalências foram ajustadas por grupo de idade, cor da pele, sexo, ler e escrever, situação conjugal, classe econômica e trabalho. Resultados: A prevalência de hepatite C foi de 5,9%, correspondendo a 73 casos. Na análise bruta houve associação significativa de infecção pelo HCV com sexo masculino, estado civil solteiro, raça negra, infecção pelo HIV, e uso de drogas injetáveis, inaláveis e pipetadas. Na análise ajustada, uso de drogas injetáveis (razão de prevalência [RP]=12,96; p<0,001), inaláveis (RP= 6,14; p<0,001) e pipetadas (RP=2,67; p= 0,049), transfusão sanguínea antes de 1993 (RP=2,96 p<0,001) e HIV (RP=3,49; p=0.010) mantiveram significância. Da amostra, 938 indivíduos (76%) não apresentavam nenhum destes fatores de risco; nestes, a probabilidade de infecção hepatite C foi de 3,8%. Conclusões/Considerações: Observouse alta prevalência de HCV na população estudada; uso de drogas, infecção pelo HIV e transfusão de sangue antes de 1993 foram identificados como fatores de risco independentes. A prevalência de HCV em pacientes sem nenhum destes fatores de risco permaneceu elevada; estratégias para rastreamento baseadas em fatores de risco carecem de sensibilidade adequada, em especial em populações com alta prevalência de HCV

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