Artigo

A realidade dos pacientes que necessitam de ventilação mecânica prolongada: um estudo multicêntrico

SERGIO HENRIQUE LOSS, MARCIO MANOZZO BONIATTI, Marcio p Hetzel, PATRICIA DE CAMPOS BALZANO, Jorge Amilton Höher, ANDRE PERETTI TORELLY, CASSIANO TEIXEIRA, ROSELAINE PINHEIRO DE OLIVEIRA, JUÇARA GASPARETTO MACCARI, AUGUSTO SAVI, Danielle M. Dallegrave, EUBRANDO SILVESTRE OLIVEIRA

Revista Brasileira De Terapia Intensiva, v. 27, n. 1, p. 26-35, 2015.

Motivo: Produção Colaborador HMV

Setor HMV: CTI-Adulto+IEP

Área da saúde: Medicina Intensiva

Resumo: Objetivo: Na última década ocorreu um aumento no número de pacientes que necessitam manutenção de ventilação mecânica prolongada, resultando no surgimento de uma grande população de pacientes crônicos criticamente enfermos. Este estudo estabeleceu a incidência de ventilação mecânica prolongada em quatro unidades de terapia intensiva e relatou as diferentes características, desfechos hospitalares e impacto nos custos e serviços de pacientes com ventilação mecânica prolongada (dependência de ventilação mecânica por 21 dias ou mais) em comparação a pacientes sem ventilação mecânica prolongada (dependência de ventilação mecânica inferior a 21 dias). Métodos: Este foi um estudo multicêntrico de coorte que envolveu todos os pacientes admitidos em quatro unidades de terapia intensiva. As principais avaliações de desfechos incluíram o tempo de permanência na unidade de terapia intensiva e no hospital, a incidência de complicações durante a permanência na unidade de terapia intensiva, e a mortalidade na unidade de terapia intensiva e no hospital. Resultados: Durante o período do estudo, ocorreram 5.287 admissões às unidades de terapia intensiva. Alguns desses pacientes (41,5%) necessitaram de suporte ventilatório (n = 2.197), e 218 dos pacientes (9,9%) cumpriram os critérios de ventilação mecânica prolongada. Algumas complicações se desenvolveram durante a permanência na unidade de terapia intensiva como fraqueza muscular, úlceras de pressão, sepse nosocomial bacteriana, candidemia, embolia pulmonar, e delirium hiperativo; estas se associaram com um risco significantemente maior de ventilação mecânica prolongada. Os pacientes de ventilação mecânica prolongada tiveram um aumento significante da mortalidade na unidade de terapia intensiva (diferença absoluta = 14,2%; p < 0,001) e da mortalidade hospitalar (diferença absoluta = 19,1%; p < 0,001). O grupo com ventilação mecânica prolongada permaneceu mais dias no hospital após receber alta da unidade de terapia intensiva (26,9 ± 29,3 versus 10,3 ± 20,4 dias; p < 0,001) e acarretou custos mais elevados. Conclusão: A classificação de pacientes crônicos criticamente enfermos segundo a definição de ventilação mecânica prolongada adotada em nosso estudo (dependência de ventilação mecânica por período igual ou superior a 21 dias) identificou pacientes com risco elevado de complicações durante a permanência na unidade de terapia intensiva, permanência mais longa na unidade de terapia intensiva e no hospital, taxas de mortalidade maiores e custos mais elevados

Envie um e-mail para os autores

© Copyright 2010 Hospital Moinhos de Vento - Todos os Direitos Reservados

Hospital Moinhos de Vento - Rua Ramiro Barcelos 910 - Bairro Moinhos de Vento - Porto Alegre - RS , CEP: 90035-001 - Fone: (51) 3314 - 3434

Hospital Moinhos de Vento Iguatemi - Shopping Iguatemi 3º andar - Porto Alegre - RS, CEP: 91340-001 - Fone: (51) 3327 - 7000

Responsável Técnico - Dr. Luiz Antonio Nasi - CREMERS 11217

Fale Conosco | Ouvidoria | Trabalhe Conosco | Localize e Visite | Mapa do Site