Anais de Evento

Fatores associados ao declínio da independência funcional após alta da UTI

Larissa Borsa Lago, PATRINI SILVEIRA VESZ, Viviane de Freitas Souto, MAICON FALAVIGNA, CASSIANO TEIXEIRA, FERNANDA VARGAS DA SILVA, Camila Dietrich, JULIANA DE REZENDE LOVERA, FRANCINE HOFFMANN DUTRA , CATIA MOREIRA GUTERRES, REGIS GOULART ROSA, ALINE MARIA ASCOLI, Camila Ceron, CAROLINE CABRAL ROBINSON, RODRIGO ANTONINI RIBEIRO, ROSELAINE PINHEIRO DE OLIVEIRA, JUCARA GASPARETTO MACCARI

Em: Congresso Sulbrasileiro Brasileiro De Fisioterapia Cardiorrespiratória E Fisioterapia Em Terapia Intensiva, 8, 2015, Florianópolis, v. 0, n. 0, p. 0-0.

Motivo: Produção Aluno PPG

Setor HMV: Iep Unidade de Educação Em Saude

Área da saúde: Fisioterapia

Resumo: Introdução: O declínio funcional, sobretudo a perda da independência funcional em atividades básicas da vida diária (ABVDs), tem impacto direto na qualidade de vida em pacientes que estiveram internados em unidades de terapia intensiva (UTI). Isso porque a limitação em habilidades físicas e cognitivas limita a autonomia do paciente. Assim, esses pacientes são mais suscetíveis a doenças crônicas e aumento da mortalidade em longo prazo. Objetivos: O objetivo desse estudo foi avaliar fatores associados com declínio da independência funcional física em pacientes adultos, três meses após alta da UTI. Material e Métodos: Trata-se de um estudo multicêntrico (duas UTIs clínico-cirúrgicas de Porto Alegre), no qual, entre maio e dezembro de 2014, incluímos pacientes adultos com tempo de internação na UTI superior a 72 horas. Avaliamos a independência funcional nas ABVDs através do Índice de Barthel. Aplicamos o instrumento no período da alta imediata da UTI, de forma retrospectiva, interrogando sobre o período de três prévios à admissão na UTI. Três meses após a alta da UTI, aplicamos o instrumento por telefone. Análise estatística: Para identificar os fatores associados com a independência funcional nas ABVDs em pacientes após a alta da UTI, realizamos regressão linear logística múltipla. Resultados: Avaliamos 99 pacientes (54% sexo masculino) com idade média de 63,3 (16,6) anos e pontuação média do APACHE-II de 13,3 (5,3). O tempo de permanência na UTI foi de 8,9 (10,0) dias. A pontuação média no Índice de Barthel três meses antes da admissão na UTI foi de 90,7 (16,6) pontos, e em três meses após alta da UTI foi de 79,1 (29,5) pontos. A independência funcional em ABVDs piorou em 49,5%, melhorou em 10,1% e não modificou em 40,4% dos pacientes. Na análise de regressão linear múltipla, idade (β = - 0,30; p = 0,02) e necessidade de ventilação mecânica durante a internação na UTI (β = -13.40; p = 0,02), apresentaram associação independente com declínio na independência funcional. Conclusão: Após três meses da alta da UTI, identificamos que o declínio funcional físico, relacionado à independência nas ABVDs, foi significativamente pior quanto maior a idade e quando houve necessidade de suporte ventilatório invasivo durante a internação na UTI.

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