Anais de Evento

Fatores de risco para delirium hiperativo em pacientes adultos internados em unidade intensiva

Camila Dietrich, PAOLA MORANDI, REGIS GOULART ROSA, MAICON FALAVIGNA, CAROLINE CABRAL ROBINSON, ROSELAINE PINHEIRO DE OLIVEIRA, JUÇARA GASPARETTO MACCARI, JULIANA DE REZENDE LOVERA, FERNANDA VARGAS DA SILVA, Larissa Borsa Lago, MARIA CLAUDIA SCHARDOSIM COTTA DE SOUZA, REGINA KUHMMER, RODRIGO ANTONINI RIBEIRO, CASSIANO TEIXEIRA

Em: Congresso Sulbrasileiro Brasileiro de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva, 8, 2015, Florianópolis, v. 0, n. 0, p. 0-0.

Motivo: Produção Aluno PPG

Setor HMV: Iep Unidade de Educação Em Saude

Área da saúde: Psicologia

Resumo: Introdução: Delirium é uma síndrome frequente em pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e está associado a piores desfechos, como internação prolongada e piora da função cognitiva. Isto posto, o interesse no conhecimento dessa síndrome vem aumentando, porém são escassos os dados sobre fatores de risco associados à sua ocorrência em UTIs no Brasil. Objetivo: Verificar fatores de risco associados à incidência de delirium hiperativo entre pacientes adultos durante a internação em UTI. Materiais e Métodos: O presente estudo é parte do Brazilian Study of Post Intensive Care Syndrome (BaSICS), uma pesquisa multicêntrica que investiga a Síndrome Pós Tratamento Intensivo na população adulta brasileira. Entre maio e dezembro de 2014, um estudo transversal multicêntrico foi realizado com todos os pacientes adultos consecutivos admitidos em duas UTIs clínico-cirúrgicas mistas no sul do Brasil. O diagnóstico de delirium hiperativo foi diagnosticado pela equipe assistencial, de acordo com os critérios do DSM-IV. Análise Estatística: Utilizou-se regressão logística para verificar fatores associados ao delirium hiperativo durante a internação na UTI. Resultados: Durante o período do estudo, 124 pacientes foram avaliados. A média de idade foi de 64,5 (±16,5) anos e o escore APACHE-II médio, de 14,1 (±5,3) pontos; o tempo médio de internação na UTI foi de 8,8 (±9,5) dias. Delirium hiperativo foi diagnosticado em 25,8% (32 pacientes). A necessidade de sedação parenteral durante a internação na UTI (OR = 9,59; IC 95% = 3,42 – 26,9) e presença de comorbidades clínicas prévias, conforme o Índice de Comorbidade Charlson (OR = 1,33; IC 95% = 1,08 – 1,63), estiveram associados a uma maior ocorrência de delirium hiperativo. Por outro lado, a admissão em quarto individual (OR = 0,15; IC 95% = 0,04 – 0,50) foi um fator protetor para delirium hiperativo durante a internação na UTI. Conclusão: A presença de comorbidades clínicas e sedação parenteral estão associadas a maior ocorrência de delirium hiperativo; a internação em quartos individuais de UTI conferiu proteção à ocorrência dessa síndrome.

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