Efetividade de intervenções multidisciplinares para controle da pressão arterial em atenção primária à saúde: ensaio clinico randomizado
Em: Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. 11., 2015, Goiania, v. 0, n. 0, p. 0-0.
Motivo: Produção PPG IEP + PROADI
Setor HMV: Servico de Atendimento Ao Paciente
Área da saúde: Epidemiologia
Resumo: Apresentação/introdução: A hipertensão arterial sistêmica é um problema comum em Atenção Primária a Saúde (APS) no Brasil. Estratégias multifacetadas vêm sendo desenvolvidas com o objetivo de melhorar a atenção a esses pacientes. Entre elas, destacamse programas de educação em saúde, que tem o objetivo de promover dieta saudável, prática de atividade física e adesão à terapia medicamentosa. Objetivos: Avaliar a efetividade de um programa de educação em saúde no controle da pressão arterial (PA) em APS, isoladamente, ou em combinação com cuidados individuais. Metodologia: Ensaio clínico randomizado, realizado em duas unidades de Estratégia de Saúde da Família, em Porto Alegre, Brasil. Foram incluídos 256 pacientes, com idade ≥40 anos e PA sistólica ≥140 mmHg e/ou diastólica ≥90 mmHg. Foram randomizados para o programa multidisciplinar (PM), participando de grupos mensais de educação em saúde e atividade física orientada duas vezes por semana, ou para o PM + cuidados individuais (CI), onde receberam também consultas mensais com nutricionista e farmacêutico. Após seis meses, avaliamos antropometria, a adesão à medicação (Brief Medication Questionnaire) e a prática de atividade física (Questionário Internacional de Atividade Física). Resultados: A média de idade foi de 60±10 anos e do IMC de 30±5,6 kg/m². Em relação a linha de base, houve redução da PA sistólica e diastólica em ambos os grupos (PA sistólica no PM 11,8± 20 mmHg; p<0,001 e no PM + CI 12,9± 19 mmHg; p<0,001. PA diastólica no PM 8,1± 11 mmHg; p<0,001 e no PM + CI 7 mmHg+12; p<0,001). A adesão medicamentosa aumentou de 35% para 68% no PM e de 22% para 67% no PM + CI. A prática de atividade física aumentou tanto no PM como no PM + CI, bem como o percentual de pessoas ativas, de 22% para 49%; p <0,001, no PM e de 21% para 52%; p <0,001, no PM + CI. Não houve diferença entre os grupos em relação a PA, adesão medicamentosa e nível de atividade física. Conclusões/Considerações: O estudo identificou melhora na adesão, controle de PA e aumento na prática de atividade física em ambos os grupos, quando comparado ao período préintervenção. O PM + CI não apresentou melhores resultados do que os que receberam orientações em grupo isoladamente. Em APS, programas de educação em saúde podem ser alternativas efetivas em paciente com PA, apresentando um custo inferior do que aconselhamento individual.
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