Fatores de risco para infecção pelo vírus da hepatite C em uma população de baixa renda do sul do Brasil
Em: Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. 11., 2015, Goiania, v. 0, n. 0, p. 0-0.
Motivo: Produção PPG IEP + PROADI
Setor HMV: Iep Unidade Pesquisa Em Saude
Área da saúde: Epidemiologia
Resumo: Apresentação/introdução: A hepatite C representa um problema de saúde pública e a proporção de indivíduos infectados pode estar subestimada. A alta cronicidade é uma característica da infecção, a qual ocorre em até 85% dos pacientes infectados. O conhecimento dos fatores de risco para a infecção pelo vírus da hepatite C (HCV) pode direcionar para realização de testes diagnósticos frente a presença de um ou mais fatores. Objetivos: Avaliar a prevalência da infecção pelo vírus da hepatite C e a sua associação com fatores de risco em uma população de baixa renda do sul do Brasil. Metodologia: Foi realizado um estudo transversal no período de fevereiro de 2012 a abril de 2013. Avaliamos 1228 indivíduos com idade ≥40 anos, residentes na Restinga e ExtremoSul/Porto Alegre, região com índice de desenvolvimento humano de 0,7000,799. A infecção pelo HCV foi definida como presença de anticorpos antiHCV IgG em soro ou plasma, avaliada pelo teste imunoen¬saio qualitativo de terceira geração BIOLISA HCV. A associação entre fatores de risco e hepatite C foi analisada por regressão logística. Razões de prevalências foram ajustadas por grupo de idade, cor da pele, sexo, ler e escrever, situação conjugal, classe econômica e trabalho. Resultados: A prevalência de hepatite C foi de 5,9%, correspondendo a 73 casos. Na análise bruta houve associação significativa de infecção pelo HCV com sexo masculino, estado civil solteiro, raça negra, infecção pelo HIV, e uso de drogas injetáveis, inaláveis e pipetadas. Na análise ajustada, uso de drogas injetáveis (razão de prevalência [RP]=12,96; p<0,001), inaláveis (RP= 6,14; p<0,001) e pipetadas (RP=2,67; p= 0,049), transfusão sanguínea antes de 1993 (RP=2,96 p<0,001) e HIV (RP=3,49; p=0.010) mantiveram significância. Da amostra, 938 indivíduos (76%) não apresentavam nenhum destes fatores de risco; nestes, a probabilidade de infecção hepatite C foi de 3,8%. Conclusões/Considerações: Observouse alta prevalência de HCV na população estudada; uso de drogas, infecção pelo HIV e transfusão de sangue antes de 1993 foram identificados como fatores de risco independentes. A prevalência de HCV em pacientes sem nenhum destes fatores de risco permaneceu elevada; estratégias para rastreamento baseadas em fatores de risco carecem de sensibilidade adequada, em especial em populações com alta prevalência de HCV
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