Fatores de risco para delirium hiperativo em pacientes adultos internados em unidade intensiva
Em: Congresso Sulbrasileiro Brasileiro de Fisioterapia Cardiorrespiratória e Fisioterapia em Terapia Intensiva, 8, 2015, Florianópolis, v. 0, n. 0, p. 0-0.
Motivo: Produção Aluno PPG
Setor HMV: Iep Unidade de Educação Em Saude
Área da saúde: Psicologia
Resumo: Introdução: Delirium é uma síndrome frequente em pacientes internados em unidades de terapia intensiva (UTI) e está associado a piores desfechos, como internação prolongada e piora da função cognitiva. Isto posto, o interesse no conhecimento dessa síndrome vem aumentando, porém são escassos os dados sobre fatores de risco associados à sua ocorrência em UTIs no Brasil. Objetivo: Verificar fatores de risco associados à incidência de delirium hiperativo entre pacientes adultos durante a internação em UTI. Materiais e Métodos: O presente estudo é parte do Brazilian Study of Post Intensive Care Syndrome (BaSICS), uma pesquisa multicêntrica que investiga a Síndrome Pós Tratamento Intensivo na população adulta brasileira. Entre maio e dezembro de 2014, um estudo transversal multicêntrico foi realizado com todos os pacientes adultos consecutivos admitidos em duas UTIs clínico-cirúrgicas mistas no sul do Brasil. O diagnóstico de delirium hiperativo foi diagnosticado pela equipe assistencial, de acordo com os critérios do DSM-IV. Análise Estatística: Utilizou-se regressão logística para verificar fatores associados ao delirium hiperativo durante a internação na UTI. Resultados: Durante o período do estudo, 124 pacientes foram avaliados. A média de idade foi de 64,5 (±16,5) anos e o escore APACHE-II médio, de 14,1 (±5,3) pontos; o tempo médio de internação na UTI foi de 8,8 (±9,5) dias. Delirium hiperativo foi diagnosticado em 25,8% (32 pacientes). A necessidade de sedação parenteral durante a internação na UTI (OR = 9,59; IC 95% = 3,42 – 26,9) e presença de comorbidades clínicas prévias, conforme o Índice de Comorbidade Charlson (OR = 1,33; IC 95% = 1,08 – 1,63), estiveram associados a uma maior ocorrência de delirium hiperativo. Por outro lado, a admissão em quarto individual (OR = 0,15; IC 95% = 0,04 – 0,50) foi um fator protetor para delirium hiperativo durante a internação na UTI. Conclusão: A presença de comorbidades clínicas e sedação parenteral estão associadas a maior ocorrência de delirium hiperativo; a internação em quartos individuais de UTI conferiu proteção à ocorrência dessa síndrome.
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